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Prefeitura de Anhembi
A festa do Divino

Festa popular reúne milhares em Anhembi

Em Anhembi, a “Fé” é motivo de vida para muitas pessoas. Acreditar naquilo que não se vê e colocar todas as suas esperanças numa força maior tem sido o motor que mobiliza uma cidade inteira a comemorar a Festa do Divino Espirito Santo.

Anhembi é uma cidade do interior do estado de São Paulo, localizada há aproximadamente 220 km da capital, com pouco mais de seis mil habitantes. Todos os anos esse cenário tem data marcada para mudar. No dia da tradicional Festa do Divino, a cidade recebe, em média, 50 mil pessoas. A grande maioria desses visitantes vêm para agradecer, cumprir promessas ou fazer pedidos ao Divino.

Com mais de 150 anos de história, o movimento religioso teve início por volta de 1846. Na época, as famílias de Luiz Lianoel, Luiz da Cruz e João Barbosa começaram a fazer novenas ao Divino Espirito Santo para pedir a cura das doenças que estavam afetando as famílias na região. A penitência oferecida era viajar de canoa pelo rio, passando de casa em casa, fazendo orações, entoando louvores e cantigas. Como agradecimento, os anfitriões da casa ofereciam café e bolinho de mandioca aos irmãos.

Com o passar dos anos, o cortejo tornou-se popularmente conhecido. Os padres que davam assistência na região resolveram fazer com que esta devoção espontânea coincidisse com o Pentecoste, data comemorada pela Igreja Católica para simbolizar a descida do Espirito Santo sobre os apóstolos. Assim iniciou uma festa em honra ao Divino Espirito Santo, que em Anhembi é festejada no quinquagésimo dia após a Páscoa, o que faz com que a festa não tenha uma data fixa e varie de ano a ano.

Com o crescimento popular da festa surgiu a necessidade de uma melhor organização. Criou-se então a Irmandade do DES (Divino Espirito Santo) com seu diretor, secretario, tesoureiro, e nas canoas os proeiros, que dão ritmo às remadas, os pilotos, que governam as canoas. Tem também os salveiros que, munidos de trabuco, soltam tiros de pólvora. Esses tiros com trabuco funcionam como um aviso da Irmandade para o povo, de que estão passando pelo local.

No dia do encontro das canoas, que é ápice da festa, a roupa branca utilizada pelos irmãos simboliza que a missão foi comprida. Às margens do Rio Tietê se transformam em uma verdadeira plateia. Quem chega atrasado não consegue assistir a este momento que inspira e emociona a todos. Os fogos de artifício no céu simbolizam o Pentecostes, a vinda do Espírito Santo. Os remos movem ás águas impulsionando as canoas com a mesma força que batem os corações dos fiéis.

Aproximadamente 120 irmãos do Divino desembarcam das canoas e seguem para o cortejo dos Amortalhados. Devotos se deitam ao chão, cobertos com lençol branco, e os irmãos pulam, um a um, pedindo que o Divino abençoe.

Deitar-se aos pés do Divino simboliza um ato de fé e devoção. Neste momento de entrega é possível ver mães com seus filhos no peito, famílias se abraçando, idosos e até crianças, que envoltos pelo pano branco se emocionam, choram, rezam, e agradecem pelas graças alcançadas.

A capela da ponte, como era chamada a cidade de Anhembi, tem sua tradição religiosa, que é maior que um folclore, é a tradição de Fé do povo que ainda se mantem viva.

(Texto Gabriel Campos)

 
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